NVR ou DVR, IP ou analógico: como escolher um sistema CCTV

IP ou analógico, NVR ou DVR: o que muda no preço, na imagem, na cablagem e no futuro do sistema.

A pergunta mais comum antes de instalar câmaras é qual a tecnologia certa. A resposta depende do que já existe no local, da qualidade de imagem pretendida e de quantas câmaras vão ser precisas.

As duas famílias

  • Analógico de alta definição (HD): câmaras ligadas por cabo coaxial a um gravador DVR; reaproveita a cablagem antiga
  • IP: câmaras ligadas por cabo de rede a um gravador NVR (ou a um servidor); mais flexível e com mais funções
  • Existem gravadores híbridos que aceitam os dois tipos, úteis em ampliações

Quando escolher analógico (DVR)

  • Já existe cablagem coaxial em bom estado e substituir cabos seria caro ou intrusivo
  • Poucas câmaras e orçamento reduzido
  • Não são necessárias funções avançadas de análise de imagem

Quando escolher IP (NVR)

  • Instalação nova, onde se vai passar cabo de qualquer forma
  • Maior resolução, imagem mais nítida e possibilidade de zoom digital útil
  • Alimentação e dados num único cabo (PoE), o que simplifica a obra
  • Integração com controlo de acessos, alarmes e análise de vídeo (por exemplo, deteção de pessoas ou veículos)
  • Sistemas que vão crescer: acrescentar câmaras é mais simples

Resolução e câmara

  • Mais megapixéis dão mais detalhe, mas exigem mais armazenamento e largura de banda
  • Para identificar pessoas ou matrículas, conta a densidade de pixéis no alvo, não só os megapixéis; a distância e a iluminação decidem
  • Câmaras com infravermelhos ou luz branca para noite; escolher conforme o local
  • Proteção contra água e vandalismo no exterior

Cabos, alimentação e rede

  • Em IP, o cabo de rede tem um limite prático de 100 m entre câmara e comutador; para mais, usam-se extensores ou fibra
  • PoE (alimentação pelo cabo) simplifica a instalação; confirmar a potência do comutador para todas as câmaras
  • Rede de vídeo separada da rede dos utilizadores, para segurança e para não sobrecarregar
  • Fonte de alimentação ininterrupta (UPS) para o gravador, para não perder gravação nem corromper discos

Armazenamento

  • O espaço necessário depende do número de câmaras, da resolução, da compressão (H.265 ocupa menos que H.264) e dos dias a guardar
  • Dimensionar com margem: discos próprios para videovigilância, com funcionamento 24 horas
  • A retenção das imagens tem limites legais (ver o nosso guia de videovigilância e RGPD)
  • Prever cópia ou gravação redundante em locais críticos

Acesso remoto e segurança informática

  • Alterar as credenciais de fábrica e usar palavras-passe fortes e únicas
  • Manter o firmware atualizado e evitar expor o gravador diretamente à internet
  • Preferir acesso por aplicação do fabricante ou por ligação segura, em vez de abrir portas no router
  • Limitar quem vê as imagens e registar os acessos

Fontes e referências

  • Regulamento (UE) 2016/679 (RGPD)
  • Lei n.º 58/2019 (execução do RGPD)
  • ProSistemas, guia Videovigilância: como escolher câmaras e cumprir o RGPD

Informação geral e resumida. A aplicação ao seu edifício depende da utilização-tipo, da categoria de risco e do projeto aprovado. Ver o serviço.

Perguntas frequentes

Posso reaproveitar as câmaras analógicas antigas com um NVR?

Não diretamente: um NVR trabalha com câmaras IP. É possível usar gravadores híbridos ou converter cada câmara, mas muitas vezes compensa decidir caso a caso, vendo o estado da cablagem.

Quantos dias de gravação devo guardar?

O mínimo necessário para a finalidade: em regra até 30 dias, salvo exceção justificada. As regras completas estão no guia de videovigilância e RGPD.

As câmaras precisam de internet?

Não para gravar. Só precisam de ligação à internet se quiser ver as imagens fora do local.

Posso ver o sistema no telemóvel?

Sim, com aplicação do fabricante ou outra solução segura. Convém configurar bem para não expor o sistema.

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