Segurança contra incêndio em edifícios (SCIE)
Da deteção às portas corta-fogo, da sinalização à manutenção. Tratamos as medidas de segurança contra incêndio do edifício, com a documentação em ordem.
Registos: ANEPC n.º 2466 · SIGESP n.º 2589
O que é a SCIE
Segurança contra incêndio em edifícios: as medidas que evitam o incêndio, limitam a propagação, permitem evacuar e facilitam o combate.
Os requisitos dependem da utilização e da categoria de risco de cada edifício. A ProSistemas está registada na ANEPC, entre outras, nas especialidades de sistemas automáticos de deteção de incêndio e de portas e envidraçados resistentes ao fogo e ao fumo, e faz a manutenção repondo as condições previstas em projeto e na legislação.
Manutenção obrigatória
Todos os equipamentos de SCIE têm manutenção obrigatória
Não é uma recomendação. Extintores, deteção, iluminação e sinalização de emergência, portas corta-fogo e redes de incêndio têm de ser verificados periodicamente, por quem a lei reconhece, e a intervenção fica registada. Sem isso podem falhar no dia em que são precisos, e o responsável pelo edifício fica exposto a coimas e a problemas com a seguradora.
Extintores
- Revisão anual por empresa certificada
- Etiqueta com datas de carga, revisão e validade (NP 4413)
- Recarga de 5 em 5 anos e prova hidráulica de 10 em 10 nos de CO₂
Centrais e deteção de incêndio
- Manutenção por entidade registada na ANEPC
- Ensaios periódicos e registo das intervenções
- Comprovativos para o registo de segurança do edifício
Iluminação, sinalização e portas
- Iluminação de emergência: teste mensal e ensaio anual de autonomia
- Sinalização de emergência visível, legível e sem obstruções
- Portas corta-fogo com fecho e vedantes em condições
Também carretéis e redes de incêndio, sistemas de extinção fixos e controlo de fumo. Verificamos tudo numa só visita.
As medidas SCIE
As onze medidas do regime de segurança contra incêndio. Escolha uma para ver o que é, o que diz a lei e o que fazemos.
Portas corta-fogo
Portas e portões que separam os compartimentos de fogo e protegem as vias de evacuação, com resistência ao fogo e ao…
Ver detalhe BCompartimentação
Divisão do edifício em compartimentos corta-fogo, com paredes, pavimentos e vãos resistentes, para limitar a…
Ver detalhe CDeteção de incêndio e de gases
O sistema automático de deteção de incêndio (SADI) tem central, quadro repetidor, cabos resistentes ao fogo…
Ver detalhe DControlo de fumos
Meios que libertam para o exterior o fumo e os gases tóxicos do incêndio, para manter a visibilidade e baixar a…
Ver detalhe EExtintores
Equipamentos portáteis ou móveis de primeira intervenção, de pó químico, CO₂, espuma ou água aditivada. A eficácia…
Ver detalhe FExtinção por água
Rede de tubagem com difusores (sprinklers) que disparam com o calor, para circunscrever o foco, arrefecer a…
Ver detalhe GExtinção por agentes distintos de água e água nebulizada
Sistemas automáticos que usam gases, espuma, pó ou água nebulizada onde a água causaria danos enormes (centros de…
Ver detalhe HSinalização
Sinais fotoluminescentes que indicam proibições, perigos, vias de evacuação, saídas, meios de combate e de alarme.
Ver detalhe IControlo de poluição do ar
Em espaços fechados como os estacionamentos cobertos, o ar pode contaminar-se com monóxido de carbono. O controlo…
Ver detalhe JIluminação de emergência
Iluminação que entra em funcionamento quando falha a energia, para evacuar o edifício com segurança. Há iluminação…
Ver detalhe KPara-raios
Proteção contra descargas atmosféricas, que podem chegar a cerca de 200 kA em microssegundos. Inclui captação…
Ver detalheDetalhe de cada medida
Toque numa medida para abrir.
APortas corta-fogo
O que é
Portas e portões que separam os compartimentos de fogo e protegem as vias de evacuação, com resistência ao fogo e ao fumo.
O que diz a lei
- Têm de se manter em pleno funcionamento, com todos os acessórios, como na montagem original
- Sem manutenção perdem o fecho e a selagem, e com eles a resistência ao fogo para que foram certificadas
- A falha pode dar coima da ANEPC e dar à seguradora um argumento para recusar a cobertura
O que fazemos
Manutenção de portas corta-fogo e de saídas de emergência e reposição das condições do projeto, incluindo molas, seletores, barras antipânico e retentores. Registo ANEPC para portas e envidraçados resistentes ao fogo e ao fumo.
BCompartimentação
O que é
Divisão do edifício em compartimentos corta-fogo, com paredes, pavimentos e vãos resistentes, para limitar a propagação do fogo, do fumo e dos gases.
O que diz a lei
- Os vãos e atravessamentos na fronteira do compartimento têm de manter a mesma resistência da parede
- Os elementos avaliam-se pela estabilidade ao fogo, pela estanqueidade e pelo isolamento térmico
- Serve para limitar prejuízos, permitir evacuar mais depressa e facilitar a ação dos bombeiros
O que fazemos
Selagem de atravessamentos de cabos e tubagens, tintas e argamassas intumescentes, paredes e tetos de construção a seco, vãos envidraçados resistentes ao fogo, cortinas e painéis de cantonamento.
CDeteção de incêndio e de gases
O que é
O sistema automático de deteção de incêndio (SADI) tem central, quadro repetidor, cabos resistentes ao fogo, detetores, botoneiras de alarme, sirenes e ligação telefónica de alerta. A deteção de gases cobre o monóxido de carbono (estacionamentos e túneis) e os gases combustíveis.
O que diz a lei
- O RT-SCIE (artigos 116.º a 132.º) exige deteção precoce, alarme aos ocupantes, aviso aos bombeiros e comando dos sistemas de segurança
- Os sistemas, cablados ou por rádio, cumprem a norma EN 54
- Sem pessoas que verifiquem os alarmes, o alarme geral dispara logo. Com pessoas, há temporização entre alarme restrito e geral
- A manutenção é obrigatória e só pode ser feita por entidade registada na ANEPC
O que fazemos
Projeto, instalação, programação e manutenção de SADI e de deteção de gases, com registo ANEPC.
DControlo de fumos
O que é
Meios que libertam para o exterior o fumo e os gases tóxicos do incêndio, para manter a visibilidade e baixar a temperatura nas vias de evacuação.
O que diz a lei
- RT-SCIE, artigos 133.º a 140.º
- Desenfumagem passiva: tiragem natural, não permitida em espaços cobertos com mais de 12 m de altura
- Desenfumagem ativa: extração mecânica, com uma boca por cada 320 m². Acima de 1600 m², divide-se o espaço em cantões
- É exigida, por exemplo, em vias de evacuação enclausuradas, câmaras corta-fogo, estacionamentos cobertos e pisos no subsolo com mais de 400 m²
O que fazemos
Ventiladores de extração e de impulso, claraboias, botoneiras, quadros de comando, condutas, grelhas e registos corta-fogo, ligados à deteção.
EExtintores
O que é
Equipamentos portáteis ou móveis de primeira intervenção, de pó químico, CO₂, espuma ou água aditivada. A eficácia lê-se numa letra e num número, como 26A.
O que diz a lei
- Obrigatórios em todas as utilizações, exceto habitação de 1.ª e 2.ª categorias (RT-SCIE, artigo 163.º)
- Um por cada 200 m² de piso, mínimo de dois por piso, a menos de 15 m de qualquer saída do local de risco, com o manípulo a não mais de 1,2 m do chão
- Manutenção anual por empresa certificada, com etiqueta segundo a NP 4413
- Recarga de 5 em 5 anos (pó, água, espuma), prova hidráulica de 10 em 10 anos (CO₂) e vida máxima de 20 anos, ou 30 nos de CO₂
O que fazemos
Fornecimento, recarga, verificação e manutenção de extintores, com a etiqueta e o registo em dia.
FExtinção por água
O que é
Rede de tubagem com difusores (sprinklers) que disparam com o calor, para circunscrever o foco, arrefecer a estrutura, tentar extinguir e dar o alarme. Inclui hidrantes, reservatórios, centrais de bombagem, bocas e carretéis.
O que diz a lei
- RT-SCIE, artigo 173.º. É obrigatória, por exemplo, em estacionamentos de 3.ª e 4.ª categorias com pisos abaixo do solo, em edifícios comerciais, hoteleiros e administrativos de 3.ª e 4.ª categorias e em armazéns de 2.ª categoria ou superior
- Sistemas: húmido (o mais comum), seco (locais com risco de gelo), dilúvio (cortinas de água) e pré-ação (onde um falso alarme causaria grandes danos)
O que fazemos
Verificação e manutenção de redes de incêndio armadas, carretéis e outros meios de extinção por água.
GExtinção por agentes distintos de água e água nebulizada
O que é
Sistemas automáticos que usam gases, espuma, pó ou água nebulizada onde a água causaria danos enormes (centros de dados, arquivos, arte) ou seria ineficaz (óleos, metais combustíveis).
O que diz a lei
- RT-SCIE, artigo 175.º. É exigida, por exemplo, em cozinhas com mais de 250 kW elétricos ou 70 kW a gás e em arquivos de grande valor cultural
- Agentes nocivos só em espaços fechados e de acesso vedado, com alarme prévio e descarga temporizada até 60 segundos
- Verificação semestral por entidade registada na ANEPC
- Agentes usuais: CO₂, HFC e cetonas (FM-200, NOVEC 1230) e gases inertes (INERGEN, argonite)
O que fazemos
Manutenção e verificação destes sistemas em salas técnicas e zonas críticas.
HSinalização
O que é
Sinais fotoluminescentes que indicam proibições, perigos, vias de evacuação, saídas, meios de combate e de alarme.
O que diz a lei
- Obrigatória em todos os edifícios, exceto habitação e utilização-tipo I da 1.ª categoria (RT-SCIE, artigo 111.º; Nota Técnica 11 da ANEPC)
- Formas e cores: proibição (circular, vermelho), obrigação (circular, azul), perigo (triangular, amarelo), equipamento (retangular, vermelho), emergência (retangular, verde), informação (retangular, azul)
- Tamanho: área mínima de d²/2000, ou seja, 180 cm² a 6 m, até 50 m de distância de leitura
- Colocação a 2,1 m a 3 m de altura e, nos caminhos de evacuação, a intervalos de 6 m a 30 m
O que fazemos
Fornecimento e instalação de sinalização e de plantas de emergência.
IControlo de poluição do ar
O que é
Em espaços fechados como os estacionamentos cobertos, o ar pode contaminar-se com monóxido de carbono. O controlo combina deteção de gases e ventilação.
O que diz a lei
- Aplicam-se as regras do controlo de fumos (RT-SCIE, artigos 133.º a 140.º) e da deteção de gases
- Quando os níveis passam o limite, a central comanda a exaustão e dá alarme sonoro e luminoso
O que fazemos
Deteção de monóxido de carbono ligada à exaustão e aos quadros de comando.
JIluminação de emergência
O que é
Iluminação que entra em funcionamento quando falha a energia, para evacuar o edifício com segurança. Há iluminação ambiente, que evita o pânico, e de circulação, que orienta até à saída. Pode ser de blocos autónomos ou de fonte central.
O que diz a lei
- Obrigatória em todos os espaços, exceto habitação e utilização-tipo I da 1.ª categoria (RT-SCIE, artigo 114.º; Nota Técnica 23 da ANEPC)
- Mínimos: 1 lux de iluminação ambiente e 5 lux de circulação, a menos de 2 m de saídas, cruzamentos, mudanças de direção, patamares, câmaras corta-fogo, alarmes e meios de primeira intervenção
- Autonomia: o RT-SCIE indica 15 minutos, mas a ANEPC considera que na prática não deve ser inferior a 1 hora
- Testes: funcional mensal e de duração anual, esta por empresa registada na ANEPC, com relatório e termo de responsabilidade
O que fazemos
Instalação de blocos autónomos e centrais, com telecomando e monitorização, verificação anual e substituição de baterias.
KPara-raios
O que é
Proteção contra descargas atmosféricas, que podem chegar a cerca de 200 kA em microssegundos. Inclui captação, descida e ligação à terra, proteção interna contra sobretensões e, em estruturas altas, balizagem para aviação.
O que diz a lei
- A instalação de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas está enquadrada pela Nota Técnica 29 da ANEPC
O que fazemos
Instalação e verificação de sistemas de para-raios.
Como trabalhamos
Cada edifício tem uma utilização e um risco próprios. Começamos por ver o que existe e o que falta.
- 1
Pedido
Conta-nos o que precisa, por formulário ou telefone.
- 2
Visita técnica
Vemos o local. Só depois falamos de solução e valores.
- 3
Proposta
Equipamento, âmbito e prazos explicados por escrito.
- 4
Instalação e entrega
Instalação, testes, documentação e formação de utilização.
Perguntas frequentes
O meu edifício precisa de medidas de autoproteção?
Depende da utilização e da categoria de risco do edifício. Vemos o local e dizemos-lhe o que se aplica.
Quem assegura a manutenção dos equipamentos?
Os equipamentos exigem verificações periódicas e registo das intervenções. Fazemos as intervenções e entregamos os comprovativos para o registo de segurança.
Podem corrigir uma situação já identificada numa vistoria?
Sim. Vemos o relatório, propomos as correções e acompanhamos até à regularização.
A central de deteção de incêndio tem manutenção obrigatória?
Sim. A manutenção é obrigatória e tem de ser feita por entidade registada na ANEPC, com ensaios periódicos e registo das intervenções.
Ver deteção de incêndioQuando devo rever os extintores?
Todos os anos, por empresa certificada, com a etiqueta atualizada. A recarga e a prova hidráulica têm prazos próprios.
Guia dos extintoresA iluminação de emergência tem de ser testada?
Sim. Faz-se um teste funcional todos os meses e um teste de duração das baterias todos os anos, por empresa registada na ANEPC.
Guia da iluminação de emergênciaO que é o registo de segurança?
É o registo das ações de manutenção, dos ensaios e das ocorrências relativas à segurança do edifício. Entregamos os comprovativos das nossas intervenções para os juntar ao registo.
O que são medidas de autoproteção?
É o conjunto de medidas organizativas e técnicas de segurança contra incêndio que o responsável de segurança do edifício tem de cumprir, conforme a categoria de risco.
Que sinalização de emergência é obrigatória?
Em regra, em todos os edifícios exceto habitação e utilização-tipo I da 1.ª categoria. Os sinais são fotoluminescentes, de cores e formas definidas.
Guia da sinalizaçãoFale com quem trata do assunto do princípio ao fim
Descreva o que precisa. Marcamos uma visita técnica e só então propomos uma solução.
