Deteção de gás e de monóxido de carbono: onde é exigida e como se mantém

Quando o RT-SCIE exige deteção de gás, como o sistema atua e que verificações são obrigatórias.

A deteção de gás cobre os gases combustíveis, como o gás natural e o GPL, e o monóxido de carbono, que é tóxico e também combustível.

Onde é exigida

  • Locais de risco C com aparelhos de queima de gás ou armazenamento acima das quantidades do regulamento
  • Ductos em edifícios da 2.ª categoria de risco ou superior que contenham canalizações de gás
  • Controlo do monóxido de carbono em estacionamentos cobertos e fechados, gares e espaços para veículos pesados a gasóleo

Como funciona

  • Central de deteção de gás, detetores, sinalizadores ótico-acústicos e cabos compatíveis
  • Dois níveis de alarme: pré-alarme até cerca de 20% do limite inferior de inflamabilidade e alarme até cerca de 40%
  • A deteção de gás combustível provoca o corte automático do fornecimento, com corte manual de fácil acesso à saída
  • A deteção de CO ativa a ventilação e dá alarme sonoro e luminoso
  • Sinalização com a inscrição ATMOSFERA PERIGOSA, ou ATMOSFERA SATURADA – CO no caso do monóxido de carbono

Limites e posição dos detetores

  • Monóxido de carbono: 50 ppm em média de 8 horas e 200 ppm em valor instantâneo
  • Detetores de CO a cerca de 1,5 m de altura, um por cada 400 m²
  • Gases mais leves que o ar, junto ao teto. Gases mais pesados, junto ao pavimento
  • Sensores junto às fontes de fuga, e certificados para atmosferas explosivas onde haja esse risco

Manutenção e verificação (Nota Técnica 19)

  • Diária, por pessoa designada: confirmar o estado normal da central, tratar os alarmes e repor o sistema
  • Mensal: verificar os consumíveis da impressora e os painéis ótico-acústicos
  • Semestral, por entidade registada: testar pelo menos um sensor em locais distintos, a monitorização de anomalias e os comandos à distância
  • Anual: testar todos os sensores e comandos manuais, inspecionar cabos e fixações, testar e substituir baterias e detetores fora de vida útil
  • Assistência especial após incêndio ou explosão, falsos alarmes, obras ou mudança de ocupação
  • Todos os trabalhos ficam registados nos registos de segurança, e o contacto da empresa de manutenção é afixado na central

Fontes e referências

  • RT-SCIE, artigos 180.º a 185.º
  • ANEPC, Nota Técnica n.º 19: Sistemas automáticos de deteção de gás

Informação geral e resumida. A aplicação ao seu edifício depende da utilização-tipo, da categoria de risco e do projeto aprovado. Ver as medidas na página SCIE.

Perguntas frequentes

Um detetor de gás doméstico cumpre o RT-SCIE?

Não necessariamente. Os sistemas exigidos pelo regulamento têm central e componentes homologados e instalação por entidade registada.

Os estacionamentos têm de ter deteção de CO?

Os estacionamentos cobertos e fechados da utilização-tipo II têm de ter controlo da poluição por monóxido de carbono, com deteção e ventilação.

De quanto em quanto tempo se testa?

Há verificações diárias, mensais, semestrais e anuais, e as de maior profundidade ficam a cargo de entidade registada.

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